A Roma Negra das Américas
Salvador já foi chamada de "Roma Negra" pela quantidade de igrejas, conventos e mosteiros concentrados em seu centro histórico. Mais de 365 igrejas — uma para cada dia do ano, diziam os antigos — pontilham a cidade, cada uma contando um capítulo da história colonial e religiosa do Brasil.
O ouro de São Francisco
A Igreja de São Francisco, no Pelourinho, é um dos maiores exemplos do barroco no mundo. Seus interiores são revestidos com mais de 800 kg de ouro, em talha que levou décadas para ser completada. Roberto Pessoa revela os detalhes ocultos na decoração e a mão de obra escravizada que ergueu esta joia.
Senhor do Bonfim
A Igreja do Bonfim é o templo mais querido dos baianos. Roberto conta a origem da devoção, a história das fitinhas e a Lavagem do Bonfim — uma das maiores festas populares do Brasil, onde baianas de acarajé lavam as escadarias da igreja em uma tradição que mistura fé católica e candomblé.
Convento do Carmo
Os Carmelitas chegaram a Salvador no século XVI e ergueram um dos conjuntos conventuais mais importantes da Bahia. Roberto apresenta a história da ordem, a arquitetura do convento e como ele se transformou ao longo dos séculos.
O sincretismo como sobrevivência
Roberto explica como os africanos escravizados encontraram em santos católicos equivalentes para seus orixás — Iemanjá em Nossa Senhora da Conceição, Oxalá no Senhor do Bonfim, Ogum em Santo Antônio. Este sincretismo não foi imposição, mas estratégia de resistência e preservação cultural.
"As igrejas de Salvador não são apenas monumentos. São testemunhas vivas de uma história que mistura fé, poder, arte e resistência." — Roberto Pessoa